As Mulheres do Jornalismo Esportivo na Acerj

A ACERJ (Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro) fez um levantamento sobre seus Associados e constatou em dados o que já se sabia só de acompanhar o trabalho. A grande maioria dos 1045 sócios ativos na entidade, 933 são homens e ‘apenas’ 112 mulheres, sendo que, 16 do sexo feminino são aspirantes, isso é, estão cursando a Faculdade de Comunicação Social até o momento.

Mas algumas coisas estão mudando, já que duas associadas fazem parte da diretoria da ACERJ – Cristina Dissat, diretoria de Comunicação e Marketing, e Tatiana Furtado, diretora secretária.

Hora de conhecer um pouco de algumas profissionais que atuam na área esportiva e dar inspiração às novas profissionais que estão começando a pensar nessa carreira. Entre alguns bons exemplos de trabalho e dedicação das associadas, é possível citar: Tatiana Furtado, Carla Matera e Gabriela Moreira. Elas falam de suas experiências e o que fazem no mundo dos esportes em seus veículos de comunicação.

  • Tatiana Furtado, Jornalista do Jornal O Globo :

“Estou no Globo há 10 anos, e trabalho com esportes há 8 anos. Com futebol especificamente são 6 anos. Nos últimos cinco, sempre cobrindo algum dos quatro grandes do Rio, tendo passado por todos. Percebo ainda algum preconceito com mulheres no futebol, especialmente na TV, no estilo rostinho bonito não entende de futebol. Já ouvi uma piada ou outra, mas nunca de forma desrespeitosa. Ao menos no meu caso”.

GetAttachment.aspx

  •  Gabriela Moreira, Jornalista da ESPN Brasil:

“Trabalho como repórter na ESPN Brasil há três anos. Foi minha primeira experiência em televisão e no esporte. Na verdade, já havia estagiado no esporte do jornal Extra no início da carreira, mas foi por um breve período. É um ambiente desafiador. E é exatamente por isso que gosto. A ESPN me contratou com a proposta de trazer uma olhar diferente e aprofundado para o futebol e o esporte no geral. E aprofundar é, também, expor os problemas. Tento fazer isso, diariamente. Mostrar os bastidores, revelar o que está por trás desse espetáculo do qual tanto gostamos.

As barreiras são várias. Primeiro, buscar notícias relevantes num ambiente que é extremamente competitivo e saturado. Segundo, lidar diariamente com a discriminação. Sim, ela existe e o futebol é um dos locais onde mais se manifesta. Já ouvi de colegas de profissão pérolas como: “mulher tem de estudar o assunto ainda mais porque futebol é coisa de homem desde pequeno e para mulher, não”. Acho um absurdo essa frase. Ela é preconceituosa sim, mas mais que isso, ela é ilustrativa de como muitos repórteres esportivos pensam. Qualquer assunto é difícil para o jornalista, futebol, economia, ciência, cultura, política. Simplesmente porque nós não podemos errar. E para evitar o erro, só tem uma solução: se informar, muito, o tempo todo. Não importa se é mulher ou homem”.

Gabi Moreira3

  •  Carla Matera, Jornalista da Rádio Tupi:

” Trabalho na crônica esportiva há 15 anos. Passei por Tropical Fm, Manchete, Globo/Cbn e na Tupi. Na Rádio Tupi trabalhei no esporte de 2003 ate 2005 , quando fui para a Rádio Globo de São Paulo e voltei para a Tupi em 2008, onde estou até agora.
Sobre os colegas, sempre contei com o apoio e respeito deles.

Curiosidades, são inúmeras já que o rádio esportivo é feito de improviso e desafios principalmente para as mulheres”.

10807130_674875552610788_438582337_n