Do Outro Lado do Mundo o Bi de Adhemar

Melbourne, na Austrália, sediou os XVI Jogos Olímpicos. Três episódios políticos internacionais afastaram pela primeira vez alguns países da competição.

A República Popular da China, sob o governo de Mao Tsé-Tung, não admitia a participação de Taiwan, a chamada China Nacionalista, pequena ilha onde se refugiaram os líderes derrotados pela revolução popular liderada por Mao. Com a negativa do Comitê Olímpico Internacional à pretensão da China Continental seus atletas não compareceram a Melbourne.

Outra questão política envolvia o Mundo Árabe e Israel. As divergências entre ambos levaram o Egito, o Líbano e o Iraque a solicitar a exclusão de Israel. O pedido não foi aceito pelo COI e o governo egípcio não enviou atletas a Melbourne.

A febre equina que se espalhou pelo mundo, obrigou os australianos a transferir as provas de hipismo para a Suécia, no extremo norte europeu.

 

O bi olímpico de Adhemar

O Brasil se emocionava novamente com Adhemar Ferreira da Silva. O filho do ferroviário e da lavadeira mostrava ao mundo que era insuperável no salto triplo. Com a marca de 16,35 metros, na terra dos saltadores cangurus, o brasileiro conquistava o bi olímpico.

Adhemar nasceu no dia 26 de setembro no bairro de Casa Verde, em São Paulo. Seus primeiros saltos foram dados em 1946 e no ano seguinte já se sagrava campeão paulista.

Os títulos se sucediam e, em 1950, Adhemar igualava o recorde mundial de 16 metros. Além das medalhas olímpicas, o atleta foi tricampeão pan-americano e pentacampeão sul-americano.

À sua vida como destacado desportista, Adhemar acrescentou os cursos de Belas Artes, Educação Física, Direito e Comunicação Social. Seu falecimento, ocorrido em 12 de janeiro de 2011, trouxe profunda tristeza para seus inúmeros admiradores. Adhemar Ferreira da Silva será sempre lembrado como o maior atleta olímpico brasileiro.

 

  • Início do salto bicampeão de Adhemar, em Melbourne.

Foto 01 - Adhemar salto - bi

  • Matéria da Gazeta Esportiva sobre a conquista de Adhemar.

Foto 02 - Gazeta Esportiva

  • O bicampeão olímpico é recebido pelo Presidente da República Juscelino Kubischeck. A partir da esquerda, Carlos Marcondes, da Emissora Continental, Dolar Tânus, locutor da Agência Nacional, Adhemar Ferreira da Silva, Juscelino Kubischek, Oduvaldo Cozzi, famoso locutor esportivo e Carlos Nascimento.

Foto 03 - Adhemar e Juscelino

 

Ainda no atletismo, José Teles da Conceição, medalha de bronze em Helsinque, no salto em altura, obteve honroso sexto lugar nos 200 metros rasos.

 

O início do galo de ouro brasileiro

Eder Jofre o maior nome da história do box brasileiro participou das olimpíadas de Melbourne. Era o início de sua brilhante carreira que culminou com o título mundial.Após vencer o lutador de Burna, Eder perdeu para o chileno Cláudio Barrientos, ficando em quinto lugar.

  • Momento da luta entre Eder Jofre e seu adversário de Burna.

Foto 04 - Eder Jofre

 

Estados Unidos e URSS no caminho do Brasil

A nossa seleção masculina de basquete, vice-campeã mundial (1954), caiu na fase classificatória na chave dos Estados Unidos e da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, as duas melhores seleções do mundo.

O Brasil perdeu para os Estados Unidos por 113 a 53 e foi derrotado pela URSS 87 a 68, terminando em sexto lugar.

  • Edson Bispo disputa a bola na segunda partida contra o Chile. O Brasil derrotou os chilenos por duas vezes: 78 a 59 e 84 a 64.

Foto 05 - Brasil x Chile