Nota de Falecimento

A Associação dos Cronistas Esportivos do Estado do Rio de Janeiro (Acerj), vem por meio desta nota se solidarizar aos familiares e amigos em virtude do falecimento do jornalista e escritor Roberto Porto nesta madrugada.
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Em nome da Acerj, o presidente Marcos Parreiras Horta Penido, lamenta o ocorrido e deseja toda a família paz no coração e que Deus os confortem.

Abaixo segue o texto do editor e escritor Cesar Oliveira escreveu:

MEU AMIGO ROBERTO PORTO ( 1940-2014)
“Tudo o que se disser sobre Roberto Porto será pouco. O Botafogo nos aproximou e me permitiu conviver com ele, quase diariamente, por exíguos dez anos. Com ele, aprendi a escrever melhor. Ouvi histórias e mais histórias do Botafogo, e dos bastidores do jornalismo esportivo. Era amigo dos amigos, e cruel com os desafetos. Completamente apaixonado pela Estrela Solitária, muitas e muitas vezes o vi chorar à simples menção do nome do Clube, ou ao hino tocando.
Na inauguração do Engenhão, armei uma pra ele. Aluguei uma Kombi, com motorista Botafoguense, e convidei mais quinze Botafoguenses para ver aquele Botafogo x Fluminense. Éramos dezoito na Kombi, uma brincadeira que ele inventara para o o livro “Botafogo: 101 anos de histórias, mitos e superstições”.
Ele ficou surpreso e emocionado. Quando chegamos ao estádio, ele já estava emocionado. Afinal era o estádio do Botafogo, projeto do seu irmão arquiteto.
Subiu sereno e calado, calmamente, a longa rampa em espiral, saboreando o cigarro e as emoções. Antes do jogo e durante o intervalo, fotos e autógrafos, abraços e beijos, elogios que ele ouvia encabulado. Depois do jogo, aliviado com a vitória de virada, aceitou que esperássemos um pouco e, quando enfim saímos das arquibancadas, nos demos conta que estávamos no meio da festa da Fogoró, bumbos, bandeiras e sinalizadores, que ele não sabia como encarar, se preocupado com o barulho, se emocionado com tudo.
Até que alguém o reconheceu e lhe gritou o nome. Foi como se alguém gritasse “shazam!” e logo ele estava cercado por dezenas e dezenas de torcedores, homenageando-o.
Lá embaixo, a caminho da Kombi pra voltar pra casa, ele comentou comigo, baixinho:
– Poxa, até homem me beijou”!