NOTA DE REPÚDIO

A Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro, ACERJ, vem a público repudiar, veementemente, a violência sofrida pelo jornalista Wesley Ramon, da Rádio Esporte Metropolitano, associado número 5521 da ACERJ, praticada por funcionários da empresa de segurança do Mineirão – Esquadra – por ocasião do jogo Cruzeiro x Flamengo, do último dia 29 de agosto, pela Copa Libertadores. O repórter apenas cumpria sua missão de documentar os fatos de um conflito entre torcedores e PMs, quando foi covardemente agredido e retirado à força de seu local de trabalho pelos seguranças. Além da violência física sofrida pelo jornalista, também repudiamos a restrição à liberdade de imprensa por parte dos funcionários da empresa Esquadra, que presta serviços ao Estádio Mineirão, mostrando ser totalmente despreparada para lidar com os órgãos de imprensa.
Segue o relato dos fatos pelo jornalista Wesley Ramon.

“Após o fim do jogo, escutei uns barulhos de bombas quando a torcida do Flamengo estava se retirando do estádio. Ao ouvir os barulhos, desci na área da imprensa, já próximo a cantina e comecei a filmar. Um policial pediu para que, ou eu parasse de filmar, ou ir para trás da divisão do estádio. Fiz o que foi pedido, fui para trás da divisão e continuei filmando. Vi um torc edor que dizia ter sido agredido, filmei o torcedor e o mesmo mostrou as marcas das agressões. Logo depois parei a filmagem e voltei para a tribuna. Uns 5 minutos depois chegaram os funcionários da Esquadra. Os “funcionários” pediram minha credencial. Dei minha credencial do Mineirão, Conmebol, ACERJ e ACEB. Um funcionário pegou a credencial para tirar foto e eu falei que não iria tirar. Foi quando começaram a me agarrar e me levar à força para fora da tribuna. Parecia que eu estava ali oferecendo algum perigo. Foi tão ridícula a forma de tratamento que minha calça tava quase saindo e mostrando minhas partes íntimas. Fui enforcado, meu pulso sendo pressionado de forma que parecia que seria quebrado. As agressões não foram apenas na tribuna, lá foi apenas onde começou. Ao sair da tribuna de imprensa, me levaram até uns policiais. Mas até à chegada nos policiais foi muita pancada que sofri dos funcionários”.

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