Rio 2016 pela Visão dos Correspondentes Internacionais

O tema Olimpíadas também foi discutido no painel “Correspondentes Internacionais”. German Aranda, Tim Vickery, Manolo Epelbaum e Maurício Cannone, mediados pelo diretor financeiro da ACERJ, Sergio du Bocage, falaram da forma como os jornalistas estrangeiros enxergam os Jogos do Rio de Janeiro e as dificuldades que encontram na cidade e no país.

Comparações foram feitas, mas os debates giraram em torno do tratamento que o evento tem recebido e o tratamento do cidadão brasileiro. Os debatedores alertaram para o descaso com a população e a torcida para que os Jogos sejam de fato legado para os moradores.

Os jornalistas pediram que os governantes também estejam atentos à segurança, trânsito e demais questões ligadas indiretamente às Olimpíadas. Foi observado, pelos correspondentes, que há uma separação muito evidente entre as regiões do Rio de Janeiro, cada uma com um tipo de tratamento.

Apesar das citações negativas, assim como na mesa anterior, também foram reconhecidos pontos positivos. “O Rio de Janeiro é interessante ser a sede desse mega evento e sempre foi a porta de entrada da visão internacional para o Brasil”, destacou German Aranda.

Quando aberto para as perguntas do público, o surto do Zika vírus foi o tema mais levantado, em relação a preocupação com atletas, imprensa e governos estrangeiros.

“Mês passado o Zika virou febre na Inglaterra. Não somos cientistas. Li o artigo, publicado por dois pesquisadores americanos, onde falam que agora não tem argumentos para não suspender as Olimpíadas. Não tenho base científica para entrar nesse debate. Estou aqui há 22 anos e escovo os dentes com água da torneira e ainda estou vivo”, encerrou o comentarista do SporTV, Tim Vickery.

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