Jornalistas Falam do Mercado de Trabalho para Assessores de Comunicação

Encerrando as mesas de debates do II Seminário ACERJ, jornalistas que atuam como assessores de imprensa explicaram como funciona a profissão, os tipos de assessorados e como o segmento é visto por outros profissionais. A mesa foi mediada pelo vice-presidente da ACERJ, Rafael Marques.

Os convidados deram dicas para quem deseja ser assessor de imprensa e ficaram surpresos com a quantidade de estudantes que afirmaram querer trabalhar na área, quando estiverem formados.

Gabriel Badaró, que é sócio na assessoria de comunicação Ideallize, e atende a jogadores de futebol, particularmente, contou o que o profissional precisa ter um diferencial para atuar no seguimento.

“A assessoria do atleta é totalmente diferente. Na nossa função, você tem de ser muito mais criativo, inclusive pensando em sugestões de pautas. Para ajudar nesse processo, sempre sugiro que antes procure trabalhar em rádio, jornal, TV… É preciso ter a experiência de redação. Não tive essa vivência, mas sempre fui muito curioso”, explicou Badaró.

Saulo Campos, também faz um trabalho de assessoria um pouco diferenciado, pois é assessor de imprensa da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) e, assim como os outros, tem a função de tentar proteger a imagem do assessorado ou ajudar a melhorá-la quando necessário.

“O que temos visto viu nos últimos tempos foi uma série de notas oficiais, envolvendo Flamengo, Fluminense, Federação e Maracanã. Como assessor de imprensa, preciso dar a versão da entidade. Entretanto, o processo caiu em um ciclo vicioso e delicado” – Saulo Campos.

Alexandre Bittencourt é assessor de uma empresa, neste caso Furnas, mas já trabalhou com futebol e comparou como a profissão era vista antigamente e como isso tem mudado hoje em dia. “O ritmo, hoje, é mais tranquilo, com uma geração mais nova. Jornalistas com mais tempo de profissão não aceitavam esse setor e viam a figura do assessor de imprensa como um cara que vai criar problemas. A geração mais nova de repórteres está mais acostumada com o trabalho dos assessores” – Alexandre Bittencourt.

Quando fala-se em assessoria de imprensa esportiva, vem logo à cabeça profissionais que trabalham em clubes, que é o caso de Kako Arêas, que já passou pelo Fluminense e hoje assessora o Botafogo. “Nosso dia a dia é um pouco diferente porque não tem muita demanda de divulgação. Querendo ou não, por dia, temos aproximadamente 10 jornalistas na cobertura. Nossa função é dar um suporte para eles. É preciso ser parceiro, mas lógico defendendo o Botafogo porque trabalho lá”, explicou Kako.

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